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domingo, 25 de outubro de 2026

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SEGURANÇA

Japão anuncia simulações de ataques cibernéticos com IA

Japão anuncia equipe para simular ataques cibernéticos com IA após falhas no PHP provocarem interrupções em sites e serviços.

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O Japão anunciou nesta sexta-feira (23) a criação de uma equipe para simular ataques cibernéticos com inteligência artificial e identificar falhas em sistemas tecnológicos. A medida foi anunciada após vulnerabilidades no PHP provocarem a suspensão temporária de sites e serviços em vários países.

As falhas na linguagem de programação, usada em grande parte da internet, foram corrigidas pelos desenvolvedores na quarta-feira (21), que recomendaram a atualização imediata do software. Após a divulgação dos problemas, operadores registraram milhões de tentativas de invasão e reforçaram a segurança de suas plataformas.

No Japão, empresas e órgãos públicos como Nomura, Mitsubishi UFJ, ANA, JR East, o Ministério das Finanças, a Agência Nacional de Impostos e a Agência Meteorológica interromperam parte dos serviços on-line como medida de precaução.

A SoftBank também suspendeu temporariamente seu sistema de alertas de emergência para celulares durante a manutenção. O serviço atende mais de 30 milhões de clientes e distribui avisos sobre terremotos, tsunamis, desastres e evacuações.

A empresa informou que os usuários ainda poderiam receber alertas de terremotos por outros serviços, incluindo um aplicativo da Yahoo. A suspensão ocorre em um país frequentemente atingido por terremotos e outros desastres naturais.

O ministro japonês da Indústria, Ryosei Akazawa, defendeu que as autoridades adotem a perspectiva dos invasores e usem inteligência artificial de forma preventiva. Especialistas ouvidos pela Reuters, porém, avaliaram que a resposta do governo foi lenta.

As vulnerabilidades do PHP foram identificadas com auxílio de inteligência artificial e estavam presentes no programa havia anos. Especialistas alertam que a tecnologia também pode ser usada por criminosos para localizar falhas, automatizar ataques e criar campanhas de phishing.

Fonte: g1

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