Em 23 de outubro de 2001, Steve Jobs apresentou em Cupertino, nos Estados Unidos, o primeiro iPod, dispositivo que ajudou a transformar a Apple em uma gigante da eletrônica de consumo e mudou a forma de ouvir música.
O aparelho chegou ao mercado com a promessa de armazenar "1.000 músicas no seu bolso". Exclusivo para usuários de Mac, custava US$ 399, pesava 184 gramas e tinha capacidade para 5 GB, suficiente para guardar cerca de mil faixas com qualidade de CD.
O modelo combinava acabamento em aço inoxidável e policarbonato branco, tela monocromática, bateria com autonomia de até 10 horas e uma roda de navegação que facilitava o acesso a centenas de arquivos sem teclado.
A conexão FireWire e a sincronização automática pelo iTunes permitiam transferir um álbum inteiro em cerca de dez segundos. No primeiro trimestre, a Apple vendeu 125 mil unidades e estabeleceu um novo padrão para os tocadores portáteis de música.
O produto evoluiu rapidamente. A segunda geração adotou uma roda sensível ao toque em 2002; a terceira trouxe o conector dock de 30 pinos e integração com a iTunes Store em 2003; e a quarta consolidou a Click Wheel, além de abrir espaço para modelos como o iPod Mini e o iPod Photo.
Em 2005, a Apple lançou o iPod Shuffle, sem tela e com armazenamento flash, e o iPod Nano, mais fino que o Mini. Dois anos depois, o iPod Touch incorporou tela sensível ao toque, Wi-Fi e o sistema iOS, aproximando o aparelho do iPhone.
A popularização dos celulares e a chegada dos serviços de streaming reduziram a importância do iPod. O pico de vendas ocorreu em 2008, quando mais de 58 milhões de unidades foram comercializadas.
A Apple descontinuou o iPod Classic em 2014 e os modelos Nano e Shuffle em 2017. Em 10 de maio de 2022, anunciou o fim da produção do iPod Touch, encerrando uma linha que vendeu mais de 450 milhões de unidades em todo o mundo, segundo o conteúdo original.
O legado do aparelho permanece em players dedicados à música e em dispositivos inspirados no design do iPod, alguns com funções de áudio, podcasts e audiolivros, além de conexão Bluetooth.
Fonte: O Globo