Levantamento baseado em dados do aplicativo BusInfo indicou que 9.786 dos 13.767 ônibus municipais de São Paulo estavam em circulação às 14h40 deste domingo (25), segundo turno da eleição presidencial. O índice de 71,04% ficou abaixo dos 100% determinados pela Justiça Eleitoral.
A decisão prevê multa pessoal de R$ 100 mil ao prefeito Ricardo Nunes (MDB) e ao presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges, em caso de descumprimento. O Partido dos Trabalhadores também informou ter denunciado à Justiça Eleitoral uma operação com apenas 60% da frota.
O aplicativo contabiliza veículos que deixaram as garagens, mas houve relatos de que alguns ônibus saíram sem efetivamente circular. Passageiros relataram longas esperas e dificuldades de deslocamento em regiões como Jaraguá, Vila Zilda, Avenida Ibirapuera, Estrada do M’Boi Mirim e Jardim Ângela.
Em nota, a SPTrans afirmou que recebeu a notificação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo às 13h10 de sábado (24), com menos de 12 horas de antecedência para o início da operação. A empresa disse ter comunicado as concessionárias às 13h32, mas relatou dificuldades para reorganizar escalas, jornadas e folgas dos trabalhadores.
A SPTrans também declarou que o planejamento original considerava a demanda observada em domingos anteriores e que a tarifa municipal permanecia gratuita, conforme o programa Domingão Tarifa Zero. A operação habitual aos domingos é de aproximadamente 35% da frota, enquanto aos sábados fica em torno de 50%.
Fonte: g1