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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Exército israelense demole casa de empresário palestino em Hebron

Casa de empresário palestino é demolida pelo Exército israelense em Hebron, em meio à intensificação das operações na Cisjordânia.

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Tratores do Exército de Israel demoliram na sexta-feira (23) a casa do empresário palestino Riyad Mureish, de 49 anos, em Hebron, na Cisjordânia ocupada. Segundo Mureish, soldados deram à família poucos minutos para retirar documentos e objetos de valor antes de expulsá-la do imóvel.

"Eles demoliram tudo e me retiraram à força", disse o empresário à NBC News. Ele afirmou ter investido todas as economias na residência e declarou que uma decisão judicial deveria impedir a demolição.

Mureish está abrigado com a mulher e os filhos em um pequeno cômodo na casa de um vizinho. "Sem casa, sem terra, sem dinheiro... o que posso fazer?", afirmou.

A demolição ocorreu no mesmo dia em que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, visitou outra região de Hebron e prometeu ampliar as operações militares na Cisjordânia, após um ataque a tiros que matou dois soldados israelenses e dois homens armados.

Netanyahu afirmou que as forças militares entrariam nos bairros de onde teriam partido os autores do ataque, evacuariam moradores e fariam buscas "casa por casa". "Vamos destruir a infraestrutura terrorista e construir a infraestrutura para os assentamentos", declarou.

Segundo Yousef al-Jabari, prefeito palestino de Hebron, as forças israelenses bloquearam as entradas da cidade, fecharam uma importante mesquita e retiraram moradores de algumas áreas. A organização israelense de direitos humanos B'Tselem informou que cerca de 240 famílias palestinas deixaram suas casas nos bairros de Jildah e Ein Deir Bahah entre sexta-feira e sábado.

O porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, afirmou que os bloqueios restringem severamente a circulação dos palestinos e o acesso a serviços básicos e meios de subsistência. Mayy El Sheikh, do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos no Território Palestino Ocupado, classificou as medidas como parte de ações que tornam a vida dos palestinos "cada vez mais insuportável".

As operações ocorrem nas semanas que antecedem as eleições israelenses, marcadas para 27 de outubro. A NBC News informou que as autoridades israelenses não responderam ao pedido de posicionamento da emissora.

Fonte: O Globo

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