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domingo, 25 de outubro de 2026

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Exército israelense demole casa de empresário palestino em Hebron

Tratores do Exército israelense demoliram a casa de um empresário palestino em Hebron, na Cisjordânia ocupada, na sexta-feira (23).

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Tratores do Exército israelense demoliram na sexta-feira, 23 de outubro, a casa do empresário palestino Riyad Mureish, de 49 anos, em Hebron, na Cisjordânia ocupada. Segundo Mureish, soldados deram à família poucos minutos para retirar documentos e objetos de valor antes de ordenar a saída do imóvel.

"Eles demoliram tudo e me retiraram à força", disse o empresário à NBC News. Vídeos registraram o momento em que os tratores começaram a destruir a propriedade.

Mureish afirmou que investiu todas as suas economias na residência, que era alvo de uma disputa de longa duração com autoridades israelenses responsáveis por parte do controle das licenças de construção na região. Segundo ele, uma decisão judicial deveria impedir a demolição, mas os soldados mantiveram a operação.

Após perder a casa, o empresário passou a se abrigar com a mulher e os filhos em um pequeno cômodo na residência de um vizinho. "Sem casa, sem terra, sem dinheiro... o que posso fazer?", declarou.

A demolição ocorreu no mesmo dia em que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitou outra área de Hebron e prometeu ampliar as operações na Cisjordânia. A declaração veio após um ataque a tiros que matou dois soldados israelenses e dois homens armados.

Netanyahu afirmou que as forças militares entrariam nos bairros de onde teriam partido os autores do ataque, evacuariam moradores e fariam buscas casa por casa. "Vamos destruir a infraestrutura terrorista e construir a infraestrutura para os assentamentos", disse. As eleições israelenses estão marcadas para 27 de outubro.

Yousef al-Jabari, prefeito palestino de Hebron, afirmou que as forças israelenses bloquearam todas as entradas da cidade, restringindo a circulação de moradores. Segundo ele, uma importante mesquita foi fechada e habitantes de algumas áreas foram retirados de suas casas.

A organização israelense de direitos humanos B'Tselem informou que cerca de 240 famílias palestinas foram obrigadas a deixar suas casas nos bairros de Jildah e Ein Deir Bahah entre sexta-feira e sábado. De acordo com o grupo, soldados ocuparam imóveis, hastearam bandeiras de Israel em alguns edifícios e mantiveram prisões e interrogatórios.

O porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, afirmou que os bloqueios restringem severamente a liberdade de movimento dos palestinos e o acesso a serviços básicos e meios de subsistência. Mayy El Sheikh, porta-voz do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos no Território Palestino Ocupado, classificou as medidas como parte de uma situação que torna a vida dos palestinos "cada vez mais insuportável".

Al-Jabari chamou o bloqueio de Hebron de "forma de punição coletiva" e disse que a atuação de Netanyahu poderia ter motivação eleitoral. As medidas ocorrem em meio ao aumento das tensões na Cisjordânia, com episódios de violência envolvendo colonos e operações militares durante o início da colheita de azeitonas.

Fonte: O Globo

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