O jogo "Call of Duty: Modern Warfare 4", que retrata uma invasão norte-coreana em larga escala à Coreia do Sul, lidera as vendas no país desde o lançamento, na sexta-feira (23 de outubro), em meio ao aumento das tensões entre as duas nações.
O lançamento ocorreu após uma explosão na Zona Desmilitarizada (DMZ), área fortemente vigiada que separa as duas Coreias. Três soldados sul-coreanos ficaram feridos no incidente.
Na plataforma Steam, uma das principais do setor, o título liderou as vendas globais e também as do mercado sul-coreano. A trama se passa em um cenário de tensão entre Estados Unidos e Rússia e acompanha soldados americanos e sul-coreanos, um ex-militar movido por vingança e uma disputa pelo poder em torno de um novo líder norte-coreano.
O jogo recebeu apoio de jogadores sul-coreanos, que publicaram nas redes sociais mensagens como "exterminar o comunismo". Um usuário identificado como b_yeol_t escreveu no Threads que chorou durante a partida e que a experiência o fez lembrar do avô, que lutou na Guerra da Coreia.
A produção também foi criticada por transformar a história entre as duas Coreias em entretenimento. Para Kim Sung-jae, presidente do Centro para a Paz Kim Dae-jung, o título levanta a questão sobre a adequação de apresentar a Guerra da Coreia e o antagonismo atual entre os dois países como produto de consumo, segundo artigo de opinião publicado em setembro.
Fonte: O Globo