Ir para o conteúdo

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

SEGURANÇA

Três são presos por suspeita de extorquir comerciantes em Banabuiú, no Ceará

Três homens foram presos em Banabuiú, no Ceará, por suspeita de ameaçar comerciantes e cobrar taxas em nome de uma facção.

Compartilhe
WhatsApp

Três homens foram presos na quinta-feira (22), em Banabuiú, no sertão central do Ceará, por suspeita de ameaçar e cobrar taxas de comerciantes em nome de uma facção criminosa. Segundo a investigação, mensagens com ordens para empresários circularam no município e condicionavam a venda e a distribuição de água à autorização do grupo.

As mensagens, identificadas como Edital Banabuiú, começaram a ser divulgadas em 19 de outubro e seriam atribuídas ao Comando Vermelho. Nos dias 20 e 21, comerciantes teriam recebido cobranças de R$ 200 para manter os estabelecimentos funcionando, além de relatos de exigências semanais de até R$ 750.

A situação também afetou o abastecimento de água. Uma escola municipal suspendeu as aulas em 21 de outubro por falta de água. O g1 informou que não obteve resposta da Prefeitura de Banabuiú sobre o caso.

De acordo com o processo, os presos teriam diferentes funções na estrutura financeira do grupo. Cícero Kevin Gomes Farias é apontado como agiota e integrante de destaque da facção na cidade; Francisco das Chagas de Lima da Silva, conhecido como Chico Motos, também seria agiota e usaria a organização para cobrar dívidas; e Carlos Fernando da Silva Andrade é suspeito de receber valores arrecadados para o grupo.

A Polícia Civil apreendeu três celulares, um notebook, um pendrive e cerca de R$ 800. Na casa de Francisco, os agentes encontraram um revólver calibre .38, cinco cartuchos e outras cinco munições.

O auto de prisão em flagrante também registra a suspeita de que a facção cobrava coercitivamente dívidas de agiotagem, com repasse de aproximadamente 5% dos valores emprestados. Os três homens são investigados por suposto domínio social estruturado.

Em audiência de custódia realizada em Quixadá, a Justiça converteu as prisões em flagrante em preventivas. Na decisão, o magistrado considerou que a liberdade dos investigados poderia ameaçar a coleta de depoimentos e a identificação de outras vítimas. O caso foi encaminhado para a Vara de Delitos de Organizações Criminosas da Comarca de Fortaleza.

Fonte: g1 Ceará

Leia também