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sábado, 24 de outubro de 2026

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Rubio pede que cubanos procurem a CIA para promover mudança no país

Marco Rubio pede que cubanos procurem a CIA para colaborar com uma mudança no governo da ilha, enquanto Washington amplia a pressão sobre Havana.

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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, pediu nesta sexta-feira (23) que cubanos entrem em contato de forma discreta com a CIA para promover uma mudança no governo de Cuba.

Em publicação nas redes sociais, Rubio afirmou que aqueles que desejam uma “mudança positiva” deveriam aproveitar o que chamou de decepção com promessas não cumpridas, corrupção e privilégios para colaborar com a agência americana.

Após a declaração, a CIA publicou no X um vídeo em espanhol com orientações para pessoas que tenham informações de interesse da agência. O material recomenda o uso de uma rede segura, como uma VPN, de navegador privado e de um endereço de e-mail não associado a dados pessoais.

O vice-chanceler cubano, Carlos Fernández de Cossío, ironizou a iniciativa e afirmou que os Estados Unidos passaram a fazer “recrutamentos públicos da CIA”. O chanceler Bruno Rodríguez também rejeitou ameaças americanas contra Cuba.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender uma mudança de regime na ilha durante um comício na Flórida. Segundo ele, navios militares americanos poderiam se aproximar da costa cubana para pressionar o governo.

A declaração ocorre em meio ao aumento da pressão econômica, política e jurídica de Washington contra Havana. Nesta semana, o Ministério Público da Flórida apresentou acusações de assassinato contra o ex-presidente cubano Raúl Castro relacionadas à derrubada de duas aeronaves em 1996; ele já havia sido acusado em nível federal em maio.

O governo cubano classificou a acusação federal contra Raúl Castro como sem base legal e uma tentativa de justificar uma agressão militar. Desde janeiro, os Estados Unidos mantêm um bloqueio petroleiro contra Cuba, segundo a reportagem, além de aplicar sanções a empresas estatais e dirigentes do setor.

Fonte: O Globo

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