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sábado, 24 de outubro de 2026

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SEGURANÇA

Polícia prende três suspeitos de ameaçar comerciantes em Banabuiú

Três homens foram presos em Banabuiú, no Ceará, por suspeita de ameaçar comerciantes e cobrar taxas em nome de uma facção.

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Três homens foram presos pela Polícia Civil na quinta-feira (22), em Banabuiú, no sertão central do Ceará, por suspeita de ameaçar e extorquir comerciantes em nome de uma facção criminosa.

Segundo a investigação, mensagens intituladas “Edital Banabuiú” começaram a circular em 19 de outubro. O texto, atribuído ao Comando Vermelho e assinado pela chamada “Diretoria de Banabuiú”, condicionava a venda e a distribuição de água no município à autorização do grupo e ameaçava comerciantes que descumprissem as ordens.

As cobranças teriam sido enviadas por aplicativos de mensagens nos dias 20 e 21 de outubro. De acordo com o caso, os suspeitos exigiam R$ 200 para permitir o funcionamento de estabelecimentos e há relatos de cobranças semanais de R$ 750.

Uma escola municipal suspendeu as aulas em 21 de outubro por falta de abastecimento de água. O Ministério Público e a Prefeitura de Banabuiú não foram citados no relato original como responsáveis por declarações sobre o episódio.

Os presos são Cícero Kevin Gomes Farias, Francisco das Chagas de Lima da Silva, conhecido como “Chico Motos”, e Carlos Fernando da Silva Andrade. Conforme a investigação, eles teriam diferentes funções na cobrança de valores e na arrecadação em benefício da organização criminosa.

Com o grupo, foram apreendidos três celulares, um notebook, um pendrive e cerca de R$ 800 em dinheiro. Na casa de Francisco das Chagas, os policiais também encontraram um revólver calibre .38, cinco cartuchos e outras cinco munições.

O auto de prisão em flagrante também aponta suspeita de cobrança coercitiva de dívidas de agiotagem, com suposto repasse de aproximadamente 5% dos valores emprestados à facção. As informações ainda são objeto de investigação.

Na audiência de custódia, realizada em Quixadá, a Justiça converteu as prisões em flagrante em preventivas. A decisão apontou risco à coleta de depoimentos de vítimas e testemunhas e determinou a transferência do caso para a Vara de Delitos de Organizações Criminosas da Comarca de Fortaleza.

Fonte: g1 Ceará

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