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sábado, 24 de outubro de 2026

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SAÚDE

Polícia investiga seis mortes de crianças no Hospital Salvalus, em São Paulo

Polícia Civil investiga seis mortes de crianças no Hospital Salvalus, em São Paulo; caso de menina que morreu após cirurgias está entre os apurados.

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A Polícia Civil investiga seis mortes de crianças, com idades entre zero e três anos, ocorridas após internações no Hospital Salvalus, na Mooca, Zona Leste de São Paulo. Entre os casos está o de Alice Vitória, que morreu em 3 de abril, aos 1 ano, depois de passar por uma série de cirurgias e complicações clínicas.

Segundo a mãe da criança, a assistente social Leticia Ferreira, Alice foi internada para realizar uma gastrostomia, procedimento que substituiria a sonda usada para alimentação desde o nascimento. A previsão era de uma semana de internação, mas a menina permaneceu no hospital por vários meses após apresentar problemas respiratórios, abertura da sutura, parada cardíaca, infecções e outras complicações.

A certidão de óbito aponta sepse com foco pulmonar e insuficiência respiratória aguda como causas da morte. De acordo com o relato da mãe, Alice também teve uma infecção na região de uma válvula implantada para tratar hidrocefalia e contraiu KPC e Clostridium durante a internação.

A investigação tramita no 8º Distrito Policial, na região da Mooca. Conforme a Secretaria da Segurança Pública, os casos envolvem crianças que teriam contraído infecções hospitalares e morrido em decorrência de sepse ou outras complicações.

A Polícia Civil informou que pretende ouvir profissionais de saúde e testemunhas e analisar integralmente os prontuários médicos para esclarecer as causas das mortes. A investigação ainda não concluiu que os casos tenham uma origem comum.

A assistente jurídica Eduarda Fragnan Gomes, que representa três mães, afirmou que há pelo menos 19 famílias que perderam os filhos após cirurgias realizadas no hospital nos últimos seis meses. A informação é atribuída à representante das famílias e ainda deverá ser apurada pelas autoridades.

Em nota, o Hospital Salvalus afirmou que não recebeu notificação formal sobre os procedimentos mencionados e que permanece à disposição das autoridades. A instituição disse que atende crianças com quadros graves e que as avaliações realizadas até o momento apontaram históricos clínicos distintos, sem identificação de uma origem infecciosa comum entre os casos examinados.

Fonte: g1

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