O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou em 23 de outubro o bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens e valores do advogado Willer Tomaz de Souza, investigado pela Polícia Federal por suspeitas de lavagem de dinheiro e possíveis vínculos empresariais com o senador Flávio Bolsonaro (PL).
A decisão também atinge empresas ligadas ao advogado, entre elas a Alcazar Holding, cuja conta bancária tinha Flávio Bolsonaro cadastrado com poderes de gerenciamento, segundo as investigações.
Moraes determinou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial, além do sequestro, bloqueio e indisponibilidade de bens móveis e imóveis de Willer e de suas empresas. As medidas incluem aeronaves e embarcações, até o limite de R$ 6 bilhões.
O ministro também ordenou o cancelamento dos passaportes do investigado, incluindo um diplomático, e a suspensão das atividades econômicas, financeiras e empresariais das companhias vinculadas a ele.
Segundo os investigadores, Willer deixou o Brasil em 21 de agosto com destino a Miami, nos Estados Unidos, e não há registro de retorno. A permanência no exterior, de acordo com a apuração, aumenta o risco de destruição de provas relacionadas a fundos e empresas constituídos fora do país.
As empresas atingidas incluem Alcazar Brasil Ltda., Alcazar Holdings Unipessoal, Alcazar Global Holdings e Cathedral Holdings.
Fonte: O Globo