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sábado, 24 de outubro de 2026

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SEGURANÇA

Japão criará equipe para simular ataques cibernéticos com IA

Japão criará equipe para simular ataques cibernéticos com IA após falhas no PHP provocarem suspensão de serviços em vários países.

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O governo do Japão anunciou nesta sexta-feira (23) a criação de uma equipe para simular ataques cibernéticos com inteligência artificial e identificar falhas em sistemas tecnológicos. A medida foi anunciada após vulnerabilidades graves no PHP levarem empresas e órgãos públicos de vários países a suspender serviços on-line como precaução.

Os desenvolvedores do PHP divulgaram correções de segurança na quarta-feira (21) para falhas descobertas com auxílio de inteligência artificial e recomendaram a atualização imediata do software. A linguagem é usada no desenvolvimento de sites e aplicações na internet.

No Japão, empresas e instituições como a corretora Nomura, o grupo financeiro Mitsubishi UFJ, a companhia aérea ANA, a operadora ferroviária JR East, o Ministério das Finanças e a Agência Meteorológica interromperam temporariamente parte de seus serviços digitais.

A SoftBank também suspendeu o sistema de alertas de emergência para celulares durante a manutenção. O serviço atende mais de 30 milhões de clientes e distribui avisos sobre terremotos, tsunamis, desastres e evacuações. A empresa informou que os usuários ainda poderiam receber alertas de terremotos por outros serviços, incluindo um aplicativo do Yahoo.

O ministro japonês da Indústria, Ryosei Akazawa, afirmou que a defesa cibernética precisa adotar a perspectiva dos invasores e usar inteligência artificial de forma proativa. O presidente da empresa de segurança S&J Corp., Nobuo Miwa, avaliou que a reação do governo foi lenta.

As interrupções também afetaram serviços bancários, aéreos, ferroviários, tributários e governamentais em outros países. Especialistas alertam que a inteligência artificial pode acelerar tanto a identificação de vulnerabilidades quanto a criação de campanhas de phishing, tornando ataques digitais mais rápidos e difíceis de detectar.

Fonte: G1

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