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sábado, 24 de outubro de 2026

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Exército israelense demole casa de empresário palestino em Hebron

Tratores do Exército israelense demoliram a casa de um empresário palestino em Hebron, na Cisjordânia ocupada, segundo relatos locais.

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Tratores do Exército israelense demoliram na sexta-feira (23) a casa do empresário palestino Riyad Mureish, de 49 anos, em Hebron, na Cisjordânia ocupada. Segundo Mureish, soldados deram à família poucos minutos para retirar documentos e objetos de valor antes de ordenar a saída do imóvel.

“Eles demoliram tudo e me retiraram à força”, disse o empresário à NBC News. Ele afirmou que investiu todas as suas economias na residência, que era alvo de uma disputa de longa duração com autoridades israelenses responsáveis por parte do controle das licenças de construção na região.

Mureish também declarou que havia uma decisão judicial que deveria impedir a demolição, mas que os soldados não recuaram diante dos apelos. Atualmente, ele está abrigado com a mulher e os filhos em um pequeno cômodo na casa de um vizinho.

A demolição ocorreu no mesmo dia em que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitou outra área de Hebron e prometeu intensificar as operações militares na Cisjordânia. A declaração foi feita após um ataque a tiros que matou dois soldados israelenses e dois homens armados.

Netanyahu afirmou que as forças militares entrariam nos bairros de onde teriam partido os autores do ataque, evacuariam moradores e fariam buscas “casa por casa”. “Vamos destruir a infraestrutura terrorista e construir a infraestrutura para os assentamentos”, declarou. As eleições israelenses estão marcadas para 27 de outubro.

Yousef al-Jabari, prefeito palestino de Hebron, disse que as forças israelenses bloquearam todas as entradas da cidade, dificultando a circulação dos moradores. Segundo ele, uma importante mesquita foi fechada e habitantes de algumas áreas foram retirados de suas casas.

A organização israelense de direitos humanos B'Tselem informou que cerca de 240 famílias palestinas foram obrigadas a deixar suas casas nos bairros de Jildah e Ein Deir Bahah entre sexta-feira e sábado. De acordo com o grupo, soldados ocuparam imóveis, hastearam bandeiras de Israel em alguns edifícios e continuaram realizando prisões e interrogatórios.

O porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, afirmou que os bloqueios restringem severamente a liberdade de movimento dos palestinos e o acesso a serviços básicos e meios de subsistência. Mayy El Sheikh, porta-voz do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos no Território Palestino Ocupado, classificou o confinamento como mais um episódio de medidas que tornam a vida dos palestinos “cada vez mais insuportável”.

Al-Jabari classificou o bloqueio de Hebron como uma forma de punição coletiva e afirmou que a atuação de Netanyahu poderia ter motivação política. A NBC News informou que as autoridades israelenses não responderam ao pedido de posicionamento da emissora.

Fonte: O Globo

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