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sábado, 24 de outubro de 2026

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China prepara retomada de usina elétrica na Venezuela

Empresa chinesa prepara a retomada de uma unidade de 600 megawatts da maior termelétrica da Venezuela em novembro.

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A empresa chinesa China Machinery Engineering prepara a retomada, em novembro, de uma unidade de 600 megawatts da usina termelétrica Planta Centro, na Venezuela, segundo pessoas familiarizadas com o projeto. A reativação parcial busca ampliar a oferta de energia em um país afetado por apagões frequentes.

Localizada a cerca de 135 quilômetros a oeste de Caracas, a Planta Centro é a maior termelétrica venezuelana. O complexo, construído há cerca de 50 anos, tem seis unidades e poderia gerar mais de 2.500 megawatts se operasse em plena capacidade.

A usina está praticamente inativa desde 2021, devido a falhas em equipamentos, maquinário obsoleto, falta de combustível e outros problemas. A China Machinery Engineering, contratada para atuar no local desde aproximadamente 2010, trabalha na recuperação da unidade 6, que representa cerca de 25% da capacidade anterior do complexo.

Quando entrar em operação, o gerador deverá usar óleo combustível fornecido pela estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA), de acordo com as fontes. As obras fazem parte de um conjunto de reparos na infraestrutura elétrica controlada pela estatal Corporación Eléctrica Nacional.

A rede elétrica venezuelana enfrenta anos de subinvestimento e falta de manutenção. O Observatório Venezuelano de Conflitos Sociais registrou 531 protestos relacionados à falta de energia no mês anterior à publicação, mais de 20 vezes o número contabilizado no mesmo período do ano anterior.

A recuperação do fornecimento é considerada especialmente relevante para o setor petrolífero, que depende da rede elétrica para as operações de extração. Empresas como Repsol, Chevron e North American Blue Energy Partners também realizam reparos em infraestrutura de energia, segundo as fontes.

A americana GE Vernova assinou em junho um acordo preliminar para ajudar na recuperação da rede, mas negociações e atrasos na entrega de equipamentos dificultaram o avanço do projeto. A argentina Impsa, por sua vez, trabalha na usina hidrelétrica de Tocoma, no rio Caroní.

Fonte: O Globo

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