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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

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Antiga Favela do Moinho dará lugar a parque no centro de São Paulo

Antiga Favela do Moinho, no centro de São Paulo, será transformada em parque com quadras, pista de skate e espaços culturais.

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O governo de São Paulo lançará na segunda-feira (26) a licitação para transformar a área da antiga Favela do Moinho, no centro da capital, em um parque. O contrato está estimado em R$ 41 milhões, e as obras devem começar no início de 2027.

O projeto prevê quadras esportivas, pista de skate, áreas para caminhada e circulação de bicicletas, além de espaços destinados a atividades culturais e educativas. O parque ocupará pouco mais de 61 mil metros quadrados, incluindo o terreno da comunidade e áreas sob o Viaduto Engenheiro Orlando Murgel, entre as linhas 7-Rubi e 8-Diamante da CPTM.

Segundo o governo estadual, a execução das obras deve durar 18 meses, enquanto o contrato terá prazo de 24 meses. A previsão é que o parque seja concluído em meados de 2028.

A área estava completamente vazia depois da saída da última família, em setembro, e da demolição das torres que marcavam a paisagem da favela. O local chegou a ser ocupado por quase mil famílias, que foram retiradas durante um processo marcado por protestos e resistência às desocupações.

A ocupação começou após o encerramento das atividades do antigo Moinho Central, que processava farinha de trigo e fechou na década de 1980. Ao longo dos anos, a comunidade registrou pelo menos quatro grandes incêndios, incluindo um de grandes proporções em 2011.

Em 2024, uma operação policial prendeu Leonardo Monteiro Moja, conhecido como Léo do Moinho. Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, ele era apontado como chefe do tráfico na comunidade e integrante do PCC; as autoridades também afirmaram que drogas distribuídas no local abasteciam a região da Cracolândia.

O governo federal, proprietário do terreno, doou a área ao governo paulista em julho de 2026. Para a realocação, os antigos moradores foram encaminhados para imóveis de até R$ 250 mil, com R$ 180 mil financiados pela União e o restante pelo estado, de acordo com as informações divulgadas pelo governo.

A maioria das famílias optou por permanecer na região central. Foram adquiridos apartamentos já disponíveis no mercado e unidades prontas de diferentes empreendimentos.

O projeto também prevê uma nova estação de trem em um terreno vizinho, pertencente à Cea Gespe e a um proprietário particular. A área está em processo de transferência para o estado.

Fonte: g1

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