O tribunal argentino que julga a morte de Diego Maradona marcou para 22 de dezembro de 2026, às 12h, a leitura do veredito e das eventuais sentenças contra sete profissionais de saúde. O anúncio foi feito após seis meses de audiências e 51 sessões do processo.
Maradona morreu aos 60 anos, em 25 de novembro de 2020, após uma parada cardiorrespiratória e um edema pulmonar. O ex-jogador estava em internação domiciliar, em Tigre, ao norte de Buenos Aires, durante a recuperação de uma neurocirurgia.
O Ministério Público pediu penas de quatro a 12 anos de prisão para seis réus, acusados de homicídio com dolo eventual. A promotoria solicitou a absolvição do médico clínico Pedro Pablo Di Spagna.
Entre os principais acusados estão Leopoldo Luque, médico pessoal de Maradona; Nancy Forlini, coordenadora médica; e Agustina Cosachov, psiquiatra. Os promotores pediram penas de 12, 10 e oito anos de prisão para eles, respectivamente.
As defesas afirmaram que Maradona morreu por causas imprevisíveis e que os acusados não tinham controle sobre todos os cuidados prestados na residência. Luque declarou sua inocência e disse que a morte do ex-jogador continuará sendo dolorosa para ele.
Dalma Maradona, filha mais velha do ex-atleta, pediu justiça durante uma manifestação diante do tribunal. O julgamento reuniu depoimentos de mais de 70 testemunhas.
Fonte: O Globo