A Justiça argentina marcou para 22 de dezembro de 2026, às 12h, a leitura do veredito e de eventuais sentenças no julgamento sobre a morte de Diego Maradona. O processo, realizado em tribunal de San Isidro, na província de Buenos Aires, envolve sete profissionais de saúde.
O julgamento começou em abril e teve 51 audiências, com depoimentos de mais de 70 testemunhas. O Ministério Público pediu penas de quatro a 12 anos de prisão para seis réus, acusados de homicídio com dolo eventual, e solicitou a absolvição do médico clínico Pedro Pablo Di Spagna.
Leopoldo Luque, médico pessoal de Maradona e principal réu, reafirmou sua inocência antes do encerramento da etapa de alegações. A promotoria pediu 12 anos de prisão para ele, 10 anos para a coordenadora médica Nancy Forlini e oito anos para a psiquiatra Agustina Cosachov.
As defesas argumentaram que o ex-jogador morreu por causas imprevisíveis ou que não estavam sob responsabilidade de seus clientes. O advogado de Luque afirmou que o médico foi tratado como um “bode expiatório”, enquanto os defensores de Forlini e Cosachov negaram omissões no atendimento.
Também respondem ao processo o coordenador de enfermagem Mariano Perroni e o enfermeiro Ricardo Almirón. Ambos pediram absolvição; o Ministério Público acusa Perroni de falhas na transmissão de informações e na supervisão da equipe, enquanto Almirón é acusado de não ter aferido corretamente os sinais vitais do ex-atleta.
Maradona morreu aos 60 anos, em 25 de novembro de 2020, após uma parada cardiorrespiratória e um edema pulmonar. O óbito ocorreu em uma casa de Tigre, ao norte de Buenos Aires, onde ele se recuperava de uma neurocirurgia sob regime de internação domiciliar.
Durante a audiência, Dalma Maradona, filha mais velha do ex-jogador, pediu que o pai recebesse a justiça que merece.
Fonte: O Globo