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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

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SEGURANÇA

Polícia Civil investiga mortes de ao menos seis bebês em hospital na Mooca

Polícia Civil apura a morte de ao menos seis bebês que passaram por cirurgias no Hospital Salvalus, na Mooca, Zona Leste de São Paulo.

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A Polícia Civil de São Paulo investiga a morte de ao menos seis bebês que passaram por cirurgias no Hospital Salvalus, na Mooca, Zona Leste da capital. Os casos, registrados desde o início de 2026, são apurados pelo 8º Distrito Policial, no Brás.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, a investigação inclui depoimentos de profissionais de saúde e testemunhas, além da análise dos prontuários médicos para esclarecer as causas das mortes. Os bebês tinham entre zero e três anos.

Relatos apresentados à polícia apontam que as crianças teriam desenvolvido sepse e outras complicações após procedimentos cirúrgicos. A investigação ainda não concluiu se houve uma causa comum ou eventual responsabilidade do hospital.

A assistente jurídica Eduarda Fragnan Gomes, que representa três mães, afirma que pelo menos 19 famílias perderam filhos após cirurgias realizadas na unidade nos últimos seis meses. De acordo com ela, alguns boletins de ocorrência foram registrados em municípios como Praia Grande e Itaquaquecetuba, além de outros distritos da capital, e novos registros devem ser encaminhados ao 8º DP.

O Hospital Salvalus, que pertence à rede Hapvida, do grupo NotreDame Intermédica, informou que ainda não recebeu notificação formal sobre os procedimentos mencionados e que está à disposição das autoridades. A instituição afirmou que as avaliações realizadas até o momento indicam históricos clínicos distintos, sem identificação de uma origem infecciosa comum entre os casos examinados.

O hospital também declarou que atende crianças em condições graves, como prematuridade extrema, malformações, síndromes genéticas e quadros infecciosos, e que mais de mil crianças foram atendidas na unidade neste ano. A direção disse manter avaliações contínuas de segurança assistencial e canais de acolhimento às famílias.

Fonte: g1

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