Lucas Paquetá se tornou um dos principais alvos de críticas após o Flamengo ser eliminado pelo Estudiantes, na quinta-feira (22), na semifinal da Libertadores. O meia desperdiçou sua cobrança na disputa de pênaltis, assim como Jorginho e Bruno Henrique, e passou a ser questionado pelo custo-benefício de sua contratação.
Formado no clube, Paquetá retornou ao Flamengo em janeiro por 54 milhões de euros, incluindo impostos e comissões, o equivalente a R$ 315 milhões na cotação da época. O valor pago ao West Ham estabeleceu um recorde no futebol brasileiro.
O meia, de 29 anos, é o vice-artilheiro do elenco na temporada, com 13 gols, atrás apenas de Pedro, que marcou 25. A versatilidade, porém, ainda não definiu sua função no time comandado por Leonardo Jardim: Paquetá prefere atuar como segundo volante, mas jogou mais adiantado contra o Estudiantes devido à ausência de Arrascaeta.
O jogador também acumula episódios de destaque negativo em decisões. Em 2018, perdeu uma chance diante do Palmeiras no Campeonato Brasileiro, e neste ano desperdiçou uma oportunidade em sua estreia pelo Flamengo, na derrota para o Corinthians na Supercopa do Brasil.
Na partida contra o Estudiantes, Paquetá participou da construção das jogadas, mas também perdeu posses de bola e errou passes que deram origem a contra-ataques. Após a eliminação, ele deixou o gramado do Maracanã abatido e pediu desculpas à torcida.
“Falhei quando não podia falhar. Dói muito, porque me preparei muito para esse momento. Infelizmente, não consegui ajudar. Peço desculpas à nação. Vamos continuar tentando fazer o nosso melhor”, afirmou.
A contratação de Paquetá consumiu parte significativa do orçamento do futebol do Flamengo no início do ano. Segundo a avaliação publicada, o investimento reduziu a margem do clube para reforçar posições consideradas carentes, como centroavante, armador e ponta-direita.
Fonte: O Globo