A Meta removeu nesta quinta-feira (22) um vídeo publicado pelo cantor MC Cabelinho em parceria com o portal Revelando sobre o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Segundo a empresa, a medida ocorreu por causa das regras eleitorais para conteúdos gerados ou alterados por inteligência artificial.
A publicação mencionava uma acusação de que Flávio Bolsonaro teria sido funcionário fantasma no gabinete do pai, Jair Bolsonaro, quando tinha 19 anos. O conteúdo recebeu no Instagram um rótulo que indicava o uso de inteligência artificial.
Após a remoção, MC Cabelinho afirmou em uma publicação que o episódio continuava disponível no YouTube. O Revelando publicou outro vídeo sobre o caso, e o cantor voltou a divulgar o material em uma nova postagem, que também foi identificada como parceria com o portal.
Procurada pelo g1, a Meta informou que restringe, no Brasil, conteúdos gerados ou alterados por IA nas 72 horas anteriores à votação, no dia da eleição e no dia seguinte, conforme a Resolução nº 23.610 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A empresa disse que a restrição relativa ao segundo turno começou à meia-noite de quinta-feira e seguirá até as 23h59 de segunda-feira (26), no horário de Brasília.
De acordo com a Meta, aplicativos de edição podem inserir nos arquivos sinais padronizados que indicam o uso de IA. A plataforma afirma que identifica esses sinais automaticamente e torna os conteúdos indisponíveis durante o período determinado pelo TSE, com previsão de restauração após o prazo.
A resolução eleitoral proíbe a publicação, a republicação e o impulsionamento de novos conteúdos sintéticos produzidos ou alterados por IA que utilizem imagem, voz ou manifestação de candidatos ou pessoas públicas entre as 72 horas que antecedem o pleito e as 24 horas posteriores à votação.
A remoção ocorreu dois dias depois de a Meta informar ao TSE que havia adotado medidas para garantir tratamento igual às campanhas de Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em 15 de outubro, a Corte determinou que a empresa não reduzisse a distribuição nem restringisse a recomendação ou a busca de conteúdos político-eleitorais relacionados aos dois candidatos.
Fonte: g1