Eleitores de 21 a 24 anos registraram a maior taxa de abstenção entre as faixas etárias com voto obrigatório no primeiro turno das eleições de 2026 no estado do Rio de Janeiro. Segundo levantamento do RJ2 com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 23,42% desse grupo não compareceram às urnas em 4 de outubro.
Ao todo, 2.997.846 eleitores deixaram de votar no estado, o equivalente a 23,32% do eleitorado. O índice foi o segundo maior do país, atrás de Mato Grosso do Sul, com 23,87%, e acima da média nacional, de 21,08%.
Na capital, cinco dos dez locais de votação com menor comparecimento ficam no Centro. No Colégio Pedro II, a abstenção chegou a 46%. Outros locais com baixa participação estão em Copacabana, na Zona Sul, e em Inhaúma, na Zona Norte.
Entre os municípios fluminenses, Mangaratiba teve a maior taxa de ausência, com 26,71%, seguida por Valença, com 26,22%, e pelo Rio de Janeiro, com 26,12%. Na capital, 1.293.714 eleitores não foram às urnas.
A abstenção também cresceu entre os eleitores idosos, para os quais o voto é facultativo. O índice foi de 34,4% na faixa de 70 a 74 anos, subiu para 52,7% entre 75 e 79 anos e alcançou médias de 74% entre 80 e 89 anos e de 94,9% entre 90 e 99 anos.
Os eleitores de 18 anos tiveram a menor taxa de abstenção entre as faixas mencionadas, de 10,68%. Para a professora de Ciência Política da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Mayra Goulart, a análise deve considerar a composição etária da população e fatores como cadastro eleitoral desatualizado e dificuldades de deslocamento.
O histórico apresentado pelo levantamento indica que a abstenção costuma ser maior no segundo turno no estado. Os índices foram de 16,95% em 2002, 17,35% em 2006, 21,03% em 2010, 22,36% em 2014, 24,06% em 2018 e 22,25% em 2022.
Quem não votou no primeiro turno pode participar normalmente do segundo, marcado para domingo (25), desde que o título não esteja cancelado ou suspenso. A justificativa da ausência na primeira etapa pode ser apresentada até 3 de dezembro, pelo e-Título ou pelos canais da Justiça Eleitoral.
Fonte: g1