O instituto piauiense A Filha do Sol foi selecionado entre 25 organizações de todo o mundo pelo programa Emerging Climate Champions, voltado a iniciativas lideradas por jovens para enfrentar as mudanças climáticas.
Criada em 2022 por três mulheres do Piauí, a organização atua em comunidades do Piauí e do Maranhão com projetos de justiça climática, educação ambiental, fortalecimento de lideranças comunitárias e valorização de conhecimentos tradicionais.
Cada iniciativa selecionada receberá US$ 1 milhão para ampliar suas ações. Segundo Rhavena Madeira, cofundadora e diretora-executiva da A Filha do Sol, os recursos devem ajudar a expandir o trabalho para 50 comunidades nordestinas e apoiar diretamente mais 500 mulheres, jovens e lideranças comunitárias.
A organização também pretende ampliar a Escola do Clima e fortalecer projetos de participação social, educação ambiental e adaptação aos impactos das mudanças climáticas. A formação, atualmente em sua terceira edição, é realizada em parceria com a Universidade Estadual do Piauí (Uespi) e recebeu 155 inscrições.
De acordo com a instituição, as ações desenvolvidas em 2025 alcançaram 23 comunidades nos biomas Amazônia, Cerrado, Caatinga e Costeiro, beneficiaram diretamente 842 pessoas e contribuíram para a conservação de mais de 500 mil hectares.
Desde a criação, a A Filha do Sol afirma ter destinado mais de R$ 500 mil em repasses diretos a associações comunitárias e lideranças envolvidas em iniciativas de adaptação às mudanças climáticas.
Fonte: g1 Piauí