Ir para o conteúdo

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

MUNDO

Influenciadoras brasileiras chegam a SP após serem detidas no Egito

Influenciadoras brasileiras chegam a Guarulhos após serem detidas no Egito e pagarem fiança para responder ao processo em liberdade.

Compartilhe
WhatsApp

As influenciadoras brasileiras trans Mariana Alves, conhecida como Malévola, e Bruna Mercatelli desembarcaram por volta das 22h30 desta quinta-feira (22) no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, após serem detidas por dois dias em Alexandria, no Egito.

Em um vídeo enviado ao g1, Malévola afirmou que as duas pagaram fiança para responder ao processo em liberdade. Segundo os relatos divulgados por elas, o valor total foi de R$ 8 mil, equivalente a cerca de 40 mil libras egípcias para cada uma.

As brasileiras foram detidas na terça-feira (20) por policiais egípcios. Segundo a polícia local, elas teriam gravado e divulgado vídeos considerados ofensivos, com gestos de cunho sexual, em vias públicas. As influenciadoras foram acusadas de comportamento obsceno e assédio a pessoas nas ruas.

Malévola afirmou que foi submetida a tratamento humilhante e relatou ter sido obrigada a ficar nua durante a abordagem. Ela também disse que as duas ficaram sem acesso a celulares, comida e água e passaram cerca de 24 horas em uma sala em Alexandria.

A influenciadora declarou ainda que os agentes teriam relacionado a detenção à identidade de gênero das brasileiras. As acusações de transfobia e abuso foram atribuídas por ela e por Bruna às autoridades egípcias, mas não há, no material disponível, confirmação independente sobre os relatos.

O advogado Jonatha Carvalho Matos afirmou que pretende acionar o Ministério das Relações Exteriores e organismos internacionais de direitos humanos para pedir a apuração das denúncias. Segundo ele, o celular de Malévola permaneceu apreendido pelas autoridades egípcias.

O Egito possui leis que punem atos considerados escandalosos em locais públicos e a publicação de material classificado como imoral. A defesa informou que as brasileiras retornarão ao Brasil enquanto o processo segue em liberdade.

Fonte: g1

Leia também