Após a eliminação do Flamengo na semifinal da Libertadores, a diretoria não prevê mudanças imediatas no futebol do clube, segundo apuração do blog. A situação do técnico Leonardo Jardim e do diretor José Boto, porém, pode voltar a ser discutida antes da disputa do Campeonato Brasileiro no próximo mês.
A decisão sobre uma eventual troca está nas mãos do presidente Bap, que centraliza as decisões do futebol. Nos bastidores, há ressalvas ao trabalho da dupla portuguesa, que passou a atuar de forma mais integrada após a saída de Filipe Luís.
Boto tem contrato até o fim do ano, e uma eventual não renovação dependeria apenas da decisão do presidente. Jardim tem vínculo até 2027, com multa rescisória equivalente a três salários, mas, segundo a apuração, estaria disposto a negociar um acordo.
O diretor nunca foi unanimidade entre jogadores e funcionários. Embora tenha reduzido momentaneamente o desgaste com o elenco, Boto contou com o apoio de outros profissionais do futebol e de novas lideranças para permanecer no cargo.
Na montagem do elenco, Boto seguiu os critérios da diretoria para controlar gastos, mas não solucionou algumas carências apontadas internamente. O clube continua sem um reserva para Pedro e sem um ponta direita considerado titular.
As renovações também geraram insatisfação. Pulgar e Danilo acertaram a permanência, enquanto jogadores como Rossi ainda aguardam definição. Após o investimento na contratação de Paquetá, o clube reduziu o ritmo das negociações, e atletas do período anterior passaram a comparar seus salários com os de reforços como Saúl, Jorginho, Royal e o próprio Paquetá.
Em relação a Jardim, as principais críticas se concentram nos métodos de treinamento e nas escolhas táticas. Há atletas que questionam as estratégias ensaiadas e avaliam que o treinador não conseguiu extrair o melhor de jogadores importantes, além de atribuir parte da responsabilidade a eles.
A utilização de Carrascal pelas pontas, embora o jogador tenha sido contratado para atuar como meia, é citada como exemplo de escolha contestada. Paquetá, que prefere jogar como segundo volante, atuou mais adiantado e centralizado contra o Estudiantes, sem apresentar bom rendimento.
Segundo a apuração, o ambiente interno tende a se acalmar com vitórias e a ficar mais tenso quando os resultados não aparecem. Com o Campeonato Brasileiro tratado como prioridade no próximo mês, as insatisfações podem voltar a ficar expostas.
Fonte: O Globo