A eliminação do Flamengo na semifinal da Libertadores não deve provocar mudanças imediatas no futebol do clube, mas mantém sob avaliação o técnico Leonardo Jardim e o diretor José Boto. Segundo apuração do blog, a diretoria pretende evitar alterações bruscas antes da disputa do Campeonato Brasileiro no próximo mês.
A decisão sobre a permanência da dupla está novamente nas mãos do presidente Bap, que concentra as decisões do departamento de futebol. Nos bastidores, existem ressalvas ao trabalho dos dois profissionais portugueses.
Boto tem contrato até o fim de 2026, e sua eventual saída não enfrentaria impedimentos contratuais. Jardim tem vínculo até 2027, com multa rescisória equivalente a três salários, mas estaria disposto a negociar um acordo.
O diretor já enfrentava desgaste com jogadores desde o ano passado. Embora tenha conseguido reduzir temporariamente a tensão, Boto nunca foi unanimidade entre atletas e funcionários e contou com outros profissionais do futebol para amenizar conflitos.
Na montagem do elenco, Boto seguiu os critérios da diretoria para controlar os gastos, mas não encontrou soluções para algumas carências. O Flamengo continua sem um reserva para Pedro e sem um ponta-direita titular, segundo a avaliação relatada nos bastidores.
As renovações de contrato também geraram insatisfação. Houve acordos para manter Pulgar e Danilo, enquanto jogadores como Rossi aguardam definição; agentes de atletas como Léo Pereira e Pedro tentaram melhorar as condições dos vínculos.
Depois do investimento na contratação de Paquetá, o clube reduziu o ritmo das negociações. Jogadores de períodos anteriores passaram a comparar seus salários com os de reforços como Saúl, Jorginho, Wesley Royal e o próprio Paquetá, o que teria contribuído para piorar o ambiente.
Jardim, por sua vez, é questionado principalmente pelos métodos de trabalho e pelas escolhas nas partidas. Há ressalvas entre atletas sobre as estratégias treinadas e a avaliação de que o técnico não conseguiu extrair o melhor dos principais jogadores.
As decisões de posicionamento também são alvo de críticas internas. Carrascal, contratado para atuar como meia, tem sido deslocado para as pontas, enquanto Paquetá, que indicou preferência pela função de segundo volante, atuou mais adiantado e centralizado contra o Estudiantes.
O ambiente tende a se acalmar com vitórias e a voltar a apresentar problemas quando os resultados não aparecem. Com o Campeonato Brasileiro tratado como prioridade no próximo mês, as insatisfações podem ganhar maior evidência.
Fonte: O Globo