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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

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Documento relata dificuldades na execução de Christa Pike

Documento judicial relata dificuldades no acesso intravenoso durante a tentativa de execução de Christa Pike, que sobreviveu ao procedimento.

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Um documento judicial relata que a equipe responsável teve dificuldades para inserir as agulhas e administrar a injeção letal durante a tentativa de execução de Christa Pike, em 30 de setembro, na penitenciária Riverbend, em Nashville, no Tennessee. Pike sobreviveu ao procedimento, segundo registro divulgado pela agência Associated Press.

Aos 50 anos, Pike recebeu duas doses de pentobarbital, mas a execução foi interrompida depois que as autoridades constataram que ela continuava viva. Os profissionais demonstraram preocupação de que o acesso intravenoso estivesse apresentando problemas.

De acordo com os advogados, Pike voltou a falar em frases completas e consegue caminhar melhor, com menos necessidade de ajuda. Profissionais de saúde ainda acompanham suas funções cognitivas e seu estado psicológico.

A defesa afirma que pode levar mais de um mês para determinar a extensão de possíveis consequências permanentes do procedimento. Um dos advogados também disse que a recuperação surpreendeu a equipe jurídica.

Após receber as doses, Pike foi levada de ambulância a um hospital, onde permaneceu internada até 10 de outubro. Durante a internação, apresentou um coágulo sanguíneo no braço, pneumonia e inchaço intenso nas mãos.

Em 6 de outubro, os advogados informaram que Pike havia recuperado a consciência e voltado a falar. Antes disso, eles tinham recebido informações de que ela estaria com morte cerebral e seria retirada do suporte de vida.

Segundo o advogado Randy Spivey, ao despertar, Pike perguntou onde estava e quem ele era. Depois, quis saber sobre a família de Colleen Slemmer, jovem de 19 anos que ela matou em 1995.

Pike foi condenada pelo assassinato de Slemmer, sua colega, em um crime cometido quando tinha 18 anos. A vítima foi torturada e morta em uma área arborizada do campus da Universidade do Tennessee, em Knoxville. Pike foi presa em 1995 e condenada à morte no ano seguinte.

O governador do Tennessee, Bill Lee, suspendeu as execuções previstas até o fim de 2026 e determinou uma investigação independente sobre o procedimento. Frank Strada, responsável pelo Departamento de Correção estadual, anunciou que deixará o cargo durante a apuração.

Os advogados de Pike pedem que Lee transforme a pena de morte em prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. A defesa afirma que a cliente foi submetida a dor e trauma sem precedentes durante a tentativa de execução.

Fonte: O Globo

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