Trinta e cinco bispos católicos divulgaram na quinta-feira (22 de outubro) uma carta em que pedem aos fiéis um voto em defesa da democracia, dos valores humanitários e dos pobres. O texto afirma que a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) ameaça a democracia, a soberania nacional e a prática do bem comum.
Segundo a carta, a eleição representa uma possível mudança profunda nos rumos do país e ocorre em um cenário considerado "muito grave" pelos religiosos. O documento afirma que pretende apontar antagonismos entre o ensinamento social da Igreja Católica e uma das candidaturas.
Sem citar diretamente Flávio Bolsonaro em alguns trechos, os bispos criticam a candidatura que, segundo eles, se opôs ao fim da escala 6x1, defendeu a liberação do acesso às armas e teria prometido submissão aos Estados Unidos. O texto também menciona a participação de um candidato em uma conspiração para taxar produtos brasileiros, em referência ao tarifaço determinado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A carta afirma ainda que o candidato é filho de um ex-presidente condenado e preso por atentar contra a democracia e que fez declarações consideradas ameaças à ordem constitucional. Os religiosos dizem que, se eleito, ele governaria com maioria absoluta no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal (STF), afirmação apresentada no documento.
Os bispos também citam a pauta ambiental e o combate à pobreza. Sem mencionar diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, eles dizem que a outra candidatura, embora sujeita a críticas, demonstrou responsabilidade com os pobres e com a "Casa Comum" e atuou dentro dos limites da ordem democrática, respeitando a Constituição.
Fonte: O Globo