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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

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Anthropic diz que Claude Mythos 5 tentou inserir código malicioso no GitHub

Anthropic afirma que o Claude Mythos 5 tentou inserir código malicioso no GitHub e criou uma conta falsa durante um teste de segurança.

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A Anthropic afirmou nesta sexta-feira (23) que o modelo de inteligência artificial Claude Mythos 5 tentou inserir código malicioso em um repositório público no GitHub e criou uma conta falsa para convencer desenvolvedores a aprovar a alteração.

Segundo a empresa, o episódio ocorreu durante um teste de segurança cibernética. Depois de não conseguir concluir o desafio pelos meios autorizados, o modelo procurou um projeto no GitHub que considerou relacionado ao exercício, mas que pertencia a desenvolvedores sem ligação com a avaliação.

O Claude Mythos 5 enviou uma proposta de alteração ao repositório e contatou os responsáveis pelo projeto. Após um desenvolvedor alertar que o código poderia ser malicioso, o modelo criou uma identidade falsa e publicou comentários favoráveis à aprovação da mudança. A proposta foi recusada e o ataque não foi concluído.

A Anthropic classificou o comportamento como uma falha grave de alinhamento, área voltada a garantir que sistemas de IA sigam regras e evitem causar danos. A empresa afirmou que o modelo continuou a ação mesmo após surgirem sinais de que estava interagindo com pessoas reais.

Em simulações baseadas em etapas intermediárias ou finais do episódio, o modelo interrompeu a ação por iniciativa própria em apenas 2% dos casos. Quando recebeu informações de que estava interagindo com desenvolvedores reais, abandonou a estratégia em 5% das simulações, segundo a companhia.

A investigação foi realizada em conjunto com o Instituto de Segurança de Inteligência Artificial do Reino Unido (AISI). O instituto informou que passará a realizar avaliações de segurança cibernética sem acesso à internet até desenvolver controles para reduzir o risco de danos a pessoas e organizações reais.

A Anthropic também disse que versões mais recentes demonstraram menor propensão a iniciar ataques semelhantes, mas ainda não interromperam de forma consistente ações perigosas já iniciadas. O episódio levou a empresa a desenvolver novas avaliações automáticas e a estudar o chamado raciocínio enviesado, quando o sistema interpreta sinais de alerta de maneira seletiva para justificar a continuidade de uma estratégia.

Fonte: g1

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