O ator e comediante britânico Russell Brand é julgado no Tribunal da Coroa de Southwark, em Londres, por três acusações de estupro, três de agressão sexual e uma de importunação sexual relacionadas a episódios que teriam ocorrido entre 1999 e 2009.
Brand nega todas as acusações. O julgamento começou em outubro de 2026 e deve prosseguir até dezembro, quando a defesa deverá apresentar sua versão ao júri.
Nos primeiros dias do processo, os jurados ouviram depoimentos gravados pela polícia de mulheres que acusam o ator. A promotoria afirmou que Brand agia de maneira “implacável, calculista” e o descreveu como um suposto predador sexual.
Uma das mulheres relatou que teria sido estuprada em um quarto de hotel, em 1999, depois de ser chamada para fotografar Brand seminu. Segundo o depoimento, ele a teria empurrado sobre a cama, tirado suas roupas e ignorado sua resistência. A mulher disse que afirmou “não” e que depois trancou a porta do quarto por medo de que ele voltasse.
Outra denunciante afirmou que Brand a puxou pelo braço para dentro de uma cabine de banheiro no local onde ela trabalhava. Ela disse que conseguiu se soltar após o ator insistir para que entrasse com ele. A defesa argumentou que o episódio foi breve e questionou mudanças no depoimento prestado pela mulher.
Uma terceira mulher contou que conheceu Brand após um show de comédia, em 2009, e que posteriormente manteve contato sexual com ele. Segundo seu relato, em um encontro na casa do ator houve uma relação sexual sem consentimento. Meses depois, ela teria enviado uma mensagem dizendo que ele a havia tratado “como um animal”, e afirmou que Brand respondeu pedindo desculpas.
As acusações abrangem o período em que Brand ampliou sua carreira de comediante para a televisão, o cinema e apresentações internacionais. A defesa ainda deverá contestar as acusações durante o andamento do julgamento.
Fonte: g1