A Polícia Civil identificou a mulher que teria proferido ofensas raciais contra o estudante Marcio Ferreira na noite de domingo (18), na estação Vila Sônia, da Linha 4-Amarela do metrô de São Paulo. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), ela será intimada a prestar depoimento.
O episódio ocorreu após uma manifestação de apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista. Em vídeos gravados pelo estudante, a mulher admite ter usado contra ele a expressão “preto de bosta” e repete outros insultos.
De acordo com a SSP, Ferreira já foi ouvido, assim como os agentes que atenderam à ocorrência. A polícia também informou que vai requisitar as imagens das câmeras de segurança da estação para auxiliar na investigação.
Ferreira relatou ao g1 que decidiu intervir em uma discussão política depois que a mulher teria dirigido ofensas homofóbicas a outras pessoas. Segundo ele, após ser chamado de “viado” e dizer que era contrário a Bolsonaro, passou a ser alvo dos insultos raciais.
O estudante afirmou que começou a gravar a discussão e se afastou, mas a mulher o teria seguido pela escada rolante e, na parte superior da estação, avançado em sua direção. Ela também teria acusado Ferreira de agressão e pedido que funcionários chamassem a polícia.
O Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância (Gecradi), do Ministério Público de São Paulo, requisitou a instauração de inquérito policial para apurar o caso. A investigação deverá esclarecer as circunstâncias do episódio e eventual responsabilização criminal.
Em nota, a Motiva, concessionária da Linha 4-Amarela, informou que seus agentes atenderam a uma ocorrência de desentendimento com ofensas de cunho racista, acolheram a vítima e ofereceram encaminhamento à delegacia. A empresa afirmou repudiar manifestações de racismo e discriminação e disse estar à disposição das autoridades.
Fonte: g1