A Polícia Militar encontrou na madrugada de quarta-feira (21) o corpo de um homem dentro do porta-malas de um carro abandonado em uma área de mata na Estrada Borba Gato, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. O cadáver apresentava sinais de tortura e estava envolto em cobertores.
Segundo o boletim de ocorrência, os policiais localizaram no veículo um documento de identidade e um registro de ocorrência. A perícia e o serviço funerário foram acionados, mas a identificação da vítima ainda dependia da conclusão dos exames.
O caso foi registrado na Delegacia de Itapecerica da Serra como morte suspeita e encontro de cadáver. A autoria ainda não foi identificada.
O corpo é o 20º localizado na capital ou na região metropolitana desde 10 de setembro, de acordo com levantamento da TV Globo. Nesta quinta-feira (22), outro cadáver, também de um homem, foi encontrado na Marginal Tietê, em São Paulo.
A Polícia Civil descarta, até o momento, a hipótese de que as ocorrências estejam ligadas à ação de um assassino em série. Segundo os investigadores, os casos têm motivações distintas e parte deles pode estar relacionada a execuções atribuídas ao chamado “tribunal do crime”, associado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Dos 19 casos contabilizados anteriormente, quatro ocorreram na Zona Sul, quatro na Zona Leste, três na Zona Norte e dois na Zona Oeste da capital. Outros quatro foram registrados em municípios do ABC Paulista, além de ocorrências em Embu das Artes e Santana de Parnaíba.
A Secretaria da Segurança Pública informou que vários corpos apresentavam sinais de violência extrema. Em sete casos, as vítimas foram encontradas dentro de sacos ou enroladas em cobertores; também houve registros de corpos amarrados, queimados ou esquartejados.
Até agora, a polícia identificou 11 vítimas como homens e três como mulheres. Em cinco ocorrências, o sexo ainda não havia sido determinado. A identificação pode exigir exames de antropologia e odontologia forense quando as condições dos corpos impedem o uso de impressões digitais.
De acordo com a polícia, as vítimas identificadas tinham antecedentes por crimes como sequestro, roubo, tráfico de drogas e estupro. Os investigadores afirmam ter identificado suspeitos em parte dos casos e solicitado à Justiça a prisão de pelo menos um deles.
Fonte: g1