A Meta removeu nesta quinta-feira (22) um vídeo publicado por MC Cabelinho em parceria com o portal Revelando sobre o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), a quatro dias do segundo turno das eleições de 2026.
Segundo a empresa, a remoção ocorreu porque o conteúdo apresentava um sinal técnico de uso de inteligência artificial. A Meta afirmou que restringe, no Brasil, publicações geradas ou alteradas por IA durante as 72 horas anteriores à votação, no dia do pleito e no dia seguinte, conforme regra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O vídeo abordava uma acusação de que Flávio Bolsonaro teria sido funcionário fantasma no gabinete do pai, Jair Bolsonaro, quando tinha 19 anos. A acusação foi apresentada no conteúdo publicado pelo cantor e pelo portal; não há, no material fornecido, informação de decisão judicial que a tenha comprovado.
MC Cabelinho informou aos seguidores que a publicação havia sido derrubada e disse que o episódio continuava disponível no YouTube. Mais tarde, o Revelando publicou uma nova postagem sobre o caso, e o cantor republicou o vídeo em parceria com o portal.
A Meta explicou que muitos aplicativos de edição incorporam aos arquivos sinais padronizados que indicam o uso de IA. De acordo com a empresa, esses sinais são identificados automaticamente e podem levar à indisponibilização do conteúdo no país durante o período determinado pelo TSE.
A resolução nº 23.610, atualizada em 2024, proíbe a publicação, a republicação e o impulsionamento de novos conteúdos sintéticos produzidos ou alterados por IA que utilizem imagem, voz ou manifestação de candidatos ou de pessoas públicas no intervalo eleitoral definido pela norma.
A remoção ocorreu dois dias depois de a Meta informar ao TSE que adotou medidas para garantir tratamento igual às campanhas de Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em 15 de outubro, a Corte havia determinado que a plataforma não reduzisse a distribuição nem restringisse a recomendação ou a busca de conteúdos político-eleitorais relacionados aos dois candidatos.
Fonte: g1