O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou nesta quinta-feira (22) a preparação para o debate com Flávio Bolsonaro (PL), marcado para esta sexta-feira (23) na TV Globo, com orientação para evitar provocações e detalhar propostas para um eventual quarto mandato.
A campanha pretende apresentar um Lula calmo e à vontade durante o último confronto antes do segundo turno, no domingo. A preparação é coordenada pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, com a participação de conselheiros como o governador do Piauí, Rafael Fonteles, e o senador Camilo Santana.
Os estrategistas orientam o presidente a usar o tempo para explicar ações de seus governos e apresentar novas propostas, sem transformar o debate em um bate-boca. Aliados também defendem uma postura mais enfática ao abordar as relações de Flávio com milicianos e sua ligação com Willer Tomaz, investigado no caso do INSS.
Lula foi preparado para responder a questionamentos sobre Tomaz. Se voltar a ser questionado sobre Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, a orientação é afirmar que a atuação dela é investigada pela Polícia Federal, sem detalhar o caso.
O debate terá regras para limitar a movimentação dos candidatos. Nos três primeiros blocos, quem estiver falando poderá circular pelo cenário, enquanto o oponente deverá permanecer no púlpito; no quarto bloco, de tema livre, cada candidato terá oito minutos e poderá se movimentar livremente em seu lado do estúdio.
Sidônio afirmou que Lula poderá permanecer no púlpito e disse que a estratégia de um candidato ficar atrás do outro, usada no debate da Band, não deverá se repetir na Globo. A preparação também conta com a jornalista Olga Curado, que utiliza técnicas de aikido, psicologia Gestalt, budismo e meditação.
Mediado pelo jornalista César Tralli, o debate terá quatro blocos de perguntas e respostas, além das considerações finais. O primeiro terá seis rodadas sobre temas regionais e um assunto nacional; nos dois seguintes, os candidatos escolherão temas apresentados no telão.
O serviço Fato ou Fake, do Grupo Globo, fará a checagem das declarações durante e após o debate. Mais de 30 jornalistas participarão do trabalho, com publicações no g1, nos sites de O GLOBO, Valor Econômico e Extra e na rádio CBN.
Fonte: O GLOBO