O Tribunal da Coroa de Southwark, em Londres, ouve os depoimentos de seis mulheres que acusam o ator e comediante britânico Russell Brand de crimes sexuais supostamente cometidos entre 1999 e 2009. Brand nega todas as acusações.
O processo inclui três acusações de estupro, três de agressão sexual e uma de importunação sexual. Nos primeiros dias do julgamento, o júri acompanhou gravações dos depoimentos prestados pelas denunciantes à polícia.
Segundo a acusação, Brand teria usado sua posição de destaque como comediante, apresentador e ator para abordar as mulheres. A promotora Karmy-Jones afirmou que ele era um predador sexual e descreveu seu comportamento como manipulador e calculista.
Uma das mulheres relatou que foi estuprada em um quarto de hotel, em 1999, depois de ser convidada a fotografar Brand seminu. Segundo o depoimento, ele a teria empurrado para a cama, retirado suas roupas e ignorado sua resistência; depois, ela disse ter trancado a porta e passado horas se lavando.
Outra denunciante afirmou que Brand a puxou pelo braço em direção a uma cabine de banheiro no local onde ela trabalhava. O advogado Ian Winter argumentou que o episódio foi breve e questionou uma mudança no depoimento após a mulher assistir a um documentário sobre as acusações contra o ator.
Uma terceira mulher contou que conheceu Brand após um show em 2009 e que, em um encontro posterior, manteve relação sexual sem consentir com determinada prática. Ela disse ter enviado uma mensagem afirmando que o ator a havia tratado “como um animal” e relatou que ele respondeu pedindo desculpas.
Brand ainda apresentará sua defesa no julgamento, que deve continuar até dezembro. Em declarações anteriores, ele afirmou estar preocupado, mas esperava que o processo produzisse bons resultados para todos os envolvidos.
Fonte: g1