O ator e comediante britânico Russell Brand é julgado no Tribunal da Coroa de Southwark, em Londres, por três acusações de estupro, três de agressão sexual e uma de importunação sexual relacionadas a episódios que teriam ocorrido entre 1999 e 2009.
Brand nega todas as acusações. O julgamento começou em outubro e deve prosseguir até dezembro, quando a defesa deverá apresentar sua versão ao júri.
Nos primeiros dias do processo, os jurados ouviram depoimentos gravados pela polícia de mulheres que acusam o artista. A promotoria descreveu Brand como um predador sexual e afirmou que ele teria agido de forma calculada e manipuladora.
Uma das denunciantes relatou que foi atacada em um quarto de hotel, em 1999, depois de ser chamada para fotografar Brand seminu. Segundo o depoimento, ele a teria empurrado sobre a cama, retirado suas roupas e ignorado sua resistência. A mulher disse que afirmou não consentir e que depois trancou a porta do quarto por medo de que ele retornasse.
Outra mulher afirmou que Brand a puxou pelo braço para uma cabine de banheiro no local onde ela trabalhava. Ela disse ter conseguido se soltar após uma tentativa que durou cerca de 20 segundos. O advogado Ian Winter sustentou que o episódio foi breve e de pouca gravidade e questionou se o relato teria sido alterado após a denunciante assistir a um documentário sobre o caso.
Uma terceira mulher afirmou que conheceu Brand após um show de comédia em 2009 e que teve contato sexual com ele em ocasiões diferentes. Segundo seu relato, em um dos encontros houve relação sem consentimento para uma prática específica. Meses depois, ela teria enviado uma mensagem dizendo que ele a havia tratado “como um animal”, e afirmou que Brand respondeu pedindo desculpas.
As acusações fazem parte de um processo criminal ainda em andamento, e os relatos apresentados ao tribunal não representam, por si só, uma condenação. O júri ainda deverá avaliar as provas e as versões da acusação e da defesa.
Fonte: g1