O Fluminense aguarda um julgamento separado na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sobre dívidas declaradas pelo clube e negociou com o elenco o parcelamento de alguns pagamentos a partir do início de 2027, incluindo luvas, férias e premiações.
A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), órgão da CBF, informou que analisará o caso em processo que tramita sob sigilo. A apuração foi instaurada a partir da janela de verificação do Requisito de Solvência, que considera dívidas a partir de 30 de junho de 2026.
A eliminação do Fluminense na Libertadores e a consequente ausência na final reduziram a perspectiva de receitas do clube no fim do ano. A diretoria tenta manter em dia a folha salarial e os direitos de imagem em meio a contratações recentes de jogadores como Hulk e Savarino.
Segundo a CBF, o Fluminense declarou dívidas vencidas e não pagas com atletas e funcionários, outros clubes, em transferências de jogadores, e o poder público, incluindo impostos e parcelamentos. Os débitos anteriores a 2026 estão no período de transição, enquanto as dívidas contraídas a partir deste ano seguem integralmente as regras do regulamento.
No fim de 2025, a dívida total do clube, incluindo valores ainda não vencidos, era de R$ 1,04 bilhão, a sétima maior entre os 20 clubes da Série A. As obrigações com vencimento em até 12 meses somavam R$ 483 milhões, o oitavo maior valor da competição.
O balanço também apontava que o Fluminense devia mais do que possuía em bens e direitos, avaliados em R$ 861 milhões. O patrimônio líquido era negativo em R$ 182 milhões, considerando as receitas recebidas antecipadamente; 46% das dívidas eram de curto prazo, acima da capacidade de cobertura pelos recursos disponíveis nesse período.
Fonte: O Globo