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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

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SEGURANÇA

Falhas no PHP levam sites a sair do ar após descoberta com IA

Falhas graves no PHP, descobertas com auxílio de IA, levaram sites e serviços a sair do ar enquanto correções eram distribuídas.

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Falhas graves identificadas no PHP, linguagem usada em plataformas como WordPress, Wikipédia e lojas virtuais, levaram organizações públicas e privadas a tirar sites do ar temporariamente nesta quarta-feira (21), enquanto desenvolvedores distribuíam correções de emergência.

Segundo a reportagem, as vulnerabilidades podem permitir que invasores assumam o controle de servidores sem autenticação e acessem dados confidenciais. Especialistas alertaram que sites sem manutenção regular e administrados por organizações menores podem estar mais expostos.

A Wikimedia, responsável pela Wikipédia, desativou parte de seus sistemas como medida de precaução. Também foram afetados temporariamente serviços ligados ao governo da Finlândia, à prefeitura de Edimburgo, à agência de segurança cibernética da Holanda, à BBC e a organizações públicas da Escócia.

Pesquisadores das empresas Calif e Wiz encontraram os problemas com auxílio de ferramentas de inteligência artificial capazes de analisar grandes volumes de código. A OpenAI afirmou que o caso mostra tanto o potencial da IA para localizar vulnerabilidades quanto o risco de a tecnologia acelerar a criação de ferramentas de ataque.

Os desenvolvedores do PHP recomendaram a instalação imediata das versões corrigidas. Autoridades dos Estados Unidos, do Reino Unido, da União Europeia, de Singapura e da Austrália orientaram os operadores a atualizar os sistemas ou, caso isso não seja possível, suspendê-los temporariamente e verificar se houve instalação de portas traseiras.

Especialistas também recomendaram atenção a avisos de segurança, possíveis pedidos de troca de senha e mensagens de phishing que tentem explorar a repercussão do incidente. A expectativa é de novas tentativas de exploração à medida que detalhes técnicos das falhas se tornem públicos.

Fonte: g1

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