Vulnerabilidades graves na linguagem de programação PHP levaram organizações públicas e privadas a retirar sites do ar temporariamente nesta quarta-feira (21), enquanto desenvolvedores e autoridades recomendaram a instalação imediata de correções de segurança.
Segundo o relato, as falhas podem permitir que invasores assumam o controle de servidores sem autenticação e acessem dados armazenados nos sistemas afetados. A extensão do risco ainda depende da versão do PHP e da configuração de cada plataforma.
Entre as organizações que interromperam serviços por precaução estão a Wikimedia, responsável pela Wikipédia, órgãos públicos da Escócia, o governo da Finlândia, a prefeitura de Edimburgo, a agência de segurança cibernética da Holanda e a BBC.
Pesquisadores das empresas Calif e Wiz identificaram as vulnerabilidades com auxílio de ferramentas de inteligência artificial capazes de analisar grandes volumes de código. Especialistas disseram que os problemas estavam presentes havia anos e alertaram para o risco de novas tentativas de exploração após a divulgação dos detalhes técnicos.
Os desenvolvedores do PHP publicaram atualizações para corrigir as falhas e recomendaram que os usuários instalem as versões mais recentes. Autoridades de segurança dos Estados Unidos, do Reino Unido, da União Europeia, de Singapura e da Austrália também orientaram os operadores a corrigir os sistemas ou desligá-los temporariamente quando a atualização imediata não for possível.
Além da atualização, especialistas recomendaram verificar sinais de acesso indevido e possíveis portas traseiras instaladas por invasores. Usuários também devem desconfiar de mensagens de phishing que usem o episódio para solicitar senhas ou outras informações.
Fonte: g1