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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

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SEGURANÇA

Falhas críticas no PHP levam órgãos públicos a suspender sistemas no Brasil

Falhas graves no PHP levam Anatel e tribunais federais a suspender acessos externos e fazem governo alertar órgãos públicos.

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A Anatel e tribunais federais suspenderam temporariamente o acesso externo a sistemas digitais após a identificação de duas falhas graves de segurança no PHP, enquanto órgãos públicos avaliam os riscos e aplicam atualizações.

O PHP é uma linguagem de programação de código aberto usada na criação de sites e sistemas. As vulnerabilidades podem permitir que invasores assumam o controle de servidores sem a necessidade de login ou senha, segundo especialistas citados na reportagem.

O Centro Integrado de Segurança Cibernética do Governo Digital (CISC) emitiu um alerta na quarta-feira (21) para que órgãos públicos atualizem imediatamente o software. O Gabinete de Segurança Institucional informou que orientou gestores de tecnologia da Administração Pública Federal a corrigirem os sistemas.

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos afirmou que comunicou as unidades de tecnologia do governo federal e recomendou a retirada temporária do ar de sistemas desenvolvidos em PHP até a adoção das medidas de segurança.

A Anatel interrompeu o acesso externo ao Sistema Eletrônico de Informações (SEI) e a outros serviços disponíveis na internet. O TRF4, o TRF1 e o TRF6 também confirmaram medidas preventivas envolvendo o SEI ou sistemas eletrônicos usados nos tribunais.

O SEI é utilizado por órgãos públicos para criar, organizar e acompanhar documentos e processos administrativos digitais. O TRF1 informou que não havia previsão para o restabelecimento do acesso externo no momento do comunicado.

As falhas também provocaram a retirada temporária do ar de sites de órgãos públicos e empresas em outros países. Nos Estados Unidos, a Agência de Segurança Nacional recomendou a correção imediata dos problemas ou o desligamento dos sistemas vulneráveis; na França, sites de administrações locais ficaram inacessíveis após orientação da agência nacional de cibersegurança.

As vulnerabilidades foram identificadas inicialmente em agosto pela empresa Calif e pela OpenAI, de forma independente, segundo a reportagem. A empresa de segurança Wiz afirmou posteriormente ter encontrado outras formas de exploração com auxílio de modelos de inteligência artificial. Até o momento, não havia relatos de grandes impactos no Brasil.

Fonte: g1

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