Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (22) a revogação dos vistos de mais de 60 autoridades, servidores públicos e personalidades da Colômbia e da Bolívia. Segundo o Departamento de Estado, os atingidos estariam ligados ao tráfico de drogas ou a atividades de corrupção.
Na Colômbia, 21 pessoas foram afetadas, entre elas Ricardo Roa Barragán, ex-presidente da estatal petrolífera Ecopetrol e ex-coordenador da campanha de Gustavo Petro à Presidência, em 2022.
A lista também inclui Yahir Acuña, prefeito de Sincelejo, no departamento de Sucre, e o senador eleito Wadith Manzur, impedido de assumir o cargo após tribunais ordenarem sua prisão em março.
Na Bolívia, 40 cidadãos perderam o direito de entrar ou transitar pelos Estados Unidos. Entre eles estão os juízes Julio Alba Flores e Aldo Quezada, ambos de Santa Cruz, além de legisladores e do ex-procurador-geral Juan Lanchipa Ponce.
Também foram atingidos Julio César Porras Velarde, procurador coordenador da Unidade de Substâncias Controladas de Santa Cruz, e Rony Suárez Milliet, investigado em apurações internacionais sobre o narcotraficante uruguaio Sebastián Marset.
“Hoje, o Departamento de Estado está ampliando sua campanha contra a corrupção e o tráfico de drogas em nossa região”, afirmou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em comunicado.
Rubio disse que os líderes da aliança “Escudo das Américas”, iniciativa promovida pelo presidente Donald Trump contra o crime organizado no continente, concordaram em ampliar os esforços conjuntos.
Washington já havia revogado, no fim de setembro, os vistos de outros 20 altos funcionários bolivianos. Entre eles estava o procurador-geral Roger Mariaca, preso pela polícia pouco depois, segundo a informação divulgada.
Após retornar à Casa Branca, Trump assinou um decreto que classificou os maiores cartéis de drogas e grupos criminosos da América Latina como organizações terroristas. A medida incluiu as facções brasileiras Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital.
A coalizão reúne 19 parceiros regionais, incluindo os Estados Unidos. Colômbia e Honduras estão entre os países que aceitaram oficialmente permitir operações conjuntas em seus territórios.
Fonte: O Globo