Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira, 22 de outubro de 2026, a revogação dos vistos de mais de 60 autoridades, servidores públicos e personalidades da Colômbia e da Bolívia. Segundo o Departamento de Estado, os atingidos estariam ligados ao tráfico de drogas ou a atividades de corrupção.
Entre os 21 colombianos afetados está Ricardo Roa Barragán, ex-presidente da estatal petrolífera Ecopetrol e ex-coordenador da campanha de Gustavo Petro à Presidência, em 2022. A lista também inclui Yahir Acuña, prefeito de Sincelejo, e o senador eleito Wadith Manzur, impedido de assumir o cargo após uma ordem judicial de prisão em março.
Na Bolívia, 40 pessoas perderam o direito de entrar ou transitar pelos Estados Unidos. Entre elas estão os juízes Julio Alba Flores e Aldo Quezada, ambos de Santa Cruz, além de legisladores e do ex-procurador-geral Juan Lanchipa Ponce.
Também foram incluídos Julio César Porras Velarde, procurador coordenador da Unidade de Substâncias Controladas de Santa Cruz, e Rony Suárez Milliet, investigado em apurações internacionais relacionadas ao narcotraficante uruguaio Sebastián Marset.
Em comunicado, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que o governo está ampliando a campanha contra a corrupção e o tráfico de drogas na região. Segundo ele, os integrantes da aliança “Escudo das Américas”, promovida pelo presidente Donald Trump, concordaram em intensificar os esforços conjuntos contra o crime organizado.
Washington já havia revogado, no fim de setembro, os vistos de outros 20 altos funcionários bolivianos. Entre os atingidos estava o procurador-geral Roger Mariaca, que foi preso pela polícia pouco depois, de acordo com a informação divulgada.
Após retornar à Casa Branca, Trump assinou um decreto que classificou os principais cartéis de drogas e grupos criminosos da América Latina como “organizações terroristas”. A medida incluiu as facções brasileiras Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital.
A coalizão reúne 19 parceiros regionais, incluindo os Estados Unidos. Colômbia e Honduras estão entre os países que aceitaram oficialmente permitir operações conjuntas em seus territórios.
Fonte: O Globo