A influenciadora brasileira Malévola Alves foi detida em Alexandria, no Egito, na terça-feira (20), após a circulação de vídeos em que aparece fazendo gestos de cunho sexual e abordando pessoas na rua.
Segundo o advogado da influenciadora, ela pagou fiança e foi liberada na quarta-feira (21). O Ministério do Interior egípcio informou que Malévola e uma amiga admitiram ter gravado e publicado as imagens para aumentar as visualizações.
O comunicado oficial descreveu os vídeos como atos de exibição obscena, insinuações sexuais e assédio a pedestres. O caso foi encaminhado à Promotoria, que conduz a investigação.
As autoridades egípcias não divulgaram quais artigos legais foram atribuídos às brasileiras. Entre as normas que podem ter relação com as condutas descritas estão dispositivos do Código Penal que tratam de atos ofensivos ao pudor em público, publicação de material contrário à moral pública e abordagens de natureza sexual ou obscena.
O artigo 278 prevê prisão de até um ano ou multa para atos considerados escandalosos ou ofensivos ao pudor em público. Já o artigo 178 trata da produção, posse ou divulgação de imagens contrárias à moral pública, com pena de até dois anos de prisão e multa.
Também há previsão de punição para abordagens com palavras, gestos ou atos de natureza sexual ou obscena em locais públicos, privados ou acessíveis ao público. A legislação egípcia sobre crimes digitais pode ser analisada porque os vídeos foram publicados na internet, mas não há confirmação pública de que algum desses dispositivos tenha sido usado no caso.
O Ministério do Interior não mencionou a identidade de gênero de Malévola nos comunicados. Segundo relato da influenciadora, policiais que a levaram à delegacia durante um passeio em Alexandria retiveram os passaportes e fizeram perguntas sobre sua identidade de gênero.
A Promotoria deverá definir o eventual enquadramento com base nas provas. Até o momento, não foi divulgada acusação formal contra Malévola ou a amiga.
Fonte: g1