A influenciadora brasileira Malévola Alves foi detida na terça-feira (20), em Alexandria, no Egito, após a divulgação de vídeos em que aparece fazendo gestos de cunho sexual e abordando pessoas na rua. Segundo o Ministério do Interior egípcio, ela e uma amiga admitiram ter gravado e publicado as imagens para aumentar as visualizações.
O advogado de Malévola afirmou na quarta-feira (21) que ela pagou fiança e foi libertada. O caso foi encaminhado à Promotoria egípcia, que deverá definir o enquadramento das condutas a partir das provas.
O comunicado oficial descreveu os vídeos como atos de exibição obscena, insinuações sexuais e assédio a pedestres. Até agora, as autoridades não informaram quais artigos legais foram aplicados à prisão.
Entre as normas que podem ter relação com o caso está o artigo 278 do Código Penal egípcio, que prevê punição para atos considerados escandalosos ou ofensivos ao pudor praticados em público. A pena pode chegar a um ano de prisão ou multa.
Também podem ser analisados o artigo 178, sobre produção ou divulgação de materiais contrários à moral pública, e o artigo 306 bis (a), que trata de abordagens com palavras, gestos ou atos de natureza sexual ou obscena em locais públicos ou por meios eletrônicos.
A Lei nº 175 de 2018, sobre crimes de tecnologia da informação, também pode ser considerada porque os vídeos foram publicados na internet. Não há confirmação pública de que algum dispositivo dessa legislação tenha sido usado contra a influenciadora.
Os comunicados do Ministério do Interior não mencionam a identidade de gênero de Malévola. Segundo relatos da influenciadora, policiais que a levaram à delegacia durante um passeio em Alexandria ficaram com os passaportes e fizeram perguntas sobre sua identidade de gênero; a amiga também afirmou que as duas foram perseguidas.
Por enquanto, não é possível afirmar que Malévola tenha sido presa por violar um artigo específico. A acusação formal ainda não foi divulgada pela Promotoria.
Fonte: g1