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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Defesa de influenciadora trans acionará Itamaraty após denúncias no Egito

Defesa de Malévola e Bruna Mercatelli pretende acionar o Itamaraty após denúncias de transfobia e abuso durante detenção no Egito.

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A defesa da influenciadora Mariana Alves, conhecida como Malévola, afirmou nesta quinta-feira (22) que pretende acionar o Itamaraty e organismos internacionais de direitos humanos para apurar denúncias de transfobia e abuso feitas por ela e pela amiga Bruna Mercatelli contra policiais egípcios.

As duas brasileiras, que são mulheres trans, foram detidas na terça-feira (20), em Alexandria, sob acusação de “comportamento obsceno”. Elas foram liberadas na quarta-feira (21), após o pagamento de fiança, estimada pelos advogados entre R$ 2 mil e R$ 4 mil.

Segundo o advogado Jonatha Carvalho Matos, a defesa quer que o Ministério das Relações Exteriores adote as medidas diplomáticas cabíveis e avalie o encaminhamento do caso a organismos internacionais. A previsão informada pelos advogados era de que as influenciadoras retornassem ao Brasil na noite desta quinta-feira.

Em vídeos e publicações nas redes sociais, Malévola afirmou que ela e Bruna foram humilhadas e abusadas por policiais por serem trans. Ela também relatou crises de ansiedade e pânico e disse que seu celular foi apreendido pelas autoridades egípcias e não devolvido.

As acusações ainda não foram confirmadas por uma investigação independente. A polícia egípcia informou que as brasileiras teriam assediado pessoas nas ruas e divulgado vídeos considerados ofensivos, com gestos de cunho sexual. O país possui normas contra atos considerados escandalosos em público e a publicação de material classificado como imoral.

Fonte: g1

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