Ir para o conteúdo

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

EDUCAÇÃO

Celulares ampliam desafios na relação entre pais e adolescentes

Reportagem do Fantástico mostra como celulares e redes sociais afetam a convivência, a autoestima e o diálogo entre adolescentes e familiares.

Compartilhe
WhatsApp

Reportagem do Fantástico publicada em 22 de outubro de 2026 mostra como o uso constante de celulares e redes sociais tem transformado a adolescência e dificultado a comunicação entre jovens e familiares no Brasil.

O conteúdo reúne relatos de adolescentes, pais e especialistas sobre os efeitos da hiperconexão, agravados pelo isolamento social durante a pandemia. Para os entrevistados, a interrupção da convivência presencial afetou uma fase marcada pela busca de grupos, amizades e maior autonomia.

Em Recife, um projeto social que atende adolescentes há 25 anos mantém os celulares desligados durante as atividades. A proposta é estimular a convivência presencial, a criação de vínculos e a redução do tempo dedicado às telas.

A reportagem também aborda as dificuldades dentro de casa. Uma mãe afirma que mantém o filho no ambiente doméstico por preocupação com a violência na comunidade, mas relata que ele passa grande parte do dia no celular e utiliza o aparelho ao acordar, durante as refeições e antes de dormir.

Outro exemplo apresentado é o de um curta-metragem produzido por estudantes de uma escola do Rio de Janeiro, que retrata o distanciamento entre uma mãe e a filha adolescente. As jovens disseram que a história foi inspirada em experiências relacionadas ao uso da internet e à falta de diálogo familiar.

As redes sociais também aparecem associadas à pressão por aprovação e à comparação com padrões de beleza. Especialistas ouvidos pela reportagem alertam que filtros e exposição constante podem afetar a autoestima e contribuir para problemas de imagem corporal e saúde mental.

Como resposta, os entrevistados defendem que pais e responsáveis estabeleçam espaços de conversa, com escuta e acolhimento. A orientação é buscar equilíbrio entre limites para o uso das telas e a preservação da autonomia dos adolescentes.

Fonte: g1

Leia também