Reportagem do Fantástico mostra como o uso intenso de celulares e redes sociais tem reconfigurado a relação entre pais e adolescentes, afetando a convivência familiar, a autoestima e as experiências sociais dos jovens.
Especialistas ouvidos pela série “Essa Tal de Adolescência” afirmam que a pandemia agravou o afastamento ao interromper interações presenciais em uma fase marcada pela busca de autonomia e pela convivência com grupos. Para muitos adolescentes, o celular passou a concentrar amizades, entretenimento e formas de aprovação.
Em Recife, um projeto social tenta criar uma alternativa à hiperconexão ao manter os aparelhos desligados durante as atividades. A proposta é estimular encontros presenciais, vínculos e comunicação entre os participantes.
O uso do celular também aparece associado a conflitos dentro de casa. Há famílias que preferem manter os filhos em casa por preocupação com a violência, mas relatam que os adolescentes passam várias horas por dia diante das telas.
A reportagem mostra ainda um curta-metragem produzido por estudantes do Rio de Janeiro sobre o distanciamento entre uma mãe e a filha adolescente. Segundo as jovens, a dificuldade de diálogo retratada na obra foi inspirada em situações vividas por adolescentes.
As redes sociais ampliam a pressão por aceitação, especialmente entre meninas, ao estimular comparações com amigas e com padrões de aparência difundidos na internet. Especialistas alertam que o uso frequente de filtros pode contribuir para problemas de autoimagem e afetar a saúde mental.
Como estratégia de convivência, especialistas defendem que os adultos escutem os adolescentes com acolhimento e mantenham espaços de conversa. O objetivo é estabelecer limites para o uso das telas sem substituir o diálogo e a construção de vínculos.
Fonte: g1