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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Carta de pesquisadores britânicos aponta risco à democracia em eventual governo Flávio Bolsonaro

Mais de 500 brasileiros ligados a universidades britânicas assinam carta que aponta risco à democracia em eventual governo Flávio Bolsonaro.

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Mais de 500 estudantes, ex-estudantes, funcionários e pesquisadores brasileiros ligados a universidades do Reino Unido assinaram uma carta pública que classifica como risco à democracia uma eventual eleição do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

O documento reúne pessoas de diferentes trajetórias e posicionamentos políticos, incluindo a senadora Leany Lemos (PSB-DF), ex-aluna de Oxford, e Anelize Ruas de Almeida, procuradora-geral da Fazenda Nacional e também egressa da universidade britânica.

Entre os signatários estão ainda a cientista Erika Berenguer e a neurocientista Beatriz Arruda, uma das organizadoras do movimento. Arruda afirma não ter filiação partidária.

Segundo a carta, o grupo é unido pela defesa do desenvolvimento social, cultural, científico e tecnológico do Brasil e pela proteção da democracia, da ciência, da arte, da educação, dos direitos humanos e do Estado Democrático de Direito.

O texto descreve Flávio Bolsonaro como filho e herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro e afirma que um eventual governo dele representaria a continuidade de políticas que, na avaliação dos signatários, enfraqueceram instituições e reduziram o financiamento de áreas como educação, cultura, ciência e pesquisa.

A carta também menciona o cenário após o primeiro turno, com um Congresso considerado mais favorável ao candidato oposicionista e a possibilidade de indicação de quatro ministros ao Supremo Tribunal Federal. Para os signatários, esses fatores ampliariam os riscos institucionais associados ao projeto político de Flávio Bolsonaro.

"Não consideramos Flávio Bolsonaro uma opção viável", afirmam os autores, que também citam ameaças ao Estado Democrático de Direito, às universidades, à imprensa, às mulheres, às minorias, às populações vulneráveis e ao processo eleitoral.

Fonte: O Globo

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