Ir para o conteúdo

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

JUSTIÇA

Tarcísio restabelece demissão de PM envolvido na morte de Leandro Lo

Tarcísio restabeleceu a demissão do PM envolvido na morte de Leandro Lo após decisão judicial sobre a perda do posto e da patente.

Compartilhe
WhatsApp

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), publicou nesta terça-feira (20) um decreto que restabelece a demissão do tenente da Polícia Militar Henrique Otávio Oliveira Velozo, envolvido na morte do campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo, em agosto de 2022.

A medida torna sem efeito o decreto que havia suspendido a punição administrativa aplicada em setembro de 2025. Com isso, Velozo deixa novamente os quadros da PM e perde o direito à remuneração vinculada ao cargo.

A defesa do policial havia obtido uma decisão judicial para suspender temporariamente a demissão e garantir sua reintegração à corporação. Segundo a reportagem, uma nova decisão autorizou o governo a executar a perda do posto e da patente antes do trânsito em julgado do acórdão do Tribunal de Justiça Militar.

O Tribunal de Justiça Militar considerou Velozo indigno para o oficialato no processo administrativo disciplinar e determinou a perda do posto e da patente. Em fevereiro de 2026, o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a demissão e rejeitou o argumento de que a punição só poderia ser efetivada após o fim de todos os recursos.

Na esfera criminal, Velozo foi absolvido pelo Tribunal do Júri de São Paulo no fim de 2025. Os jurados entenderam que ele agiu em legítima defesa. A absolvição não impediu a aplicação da sanção administrativa, que se baseia na avaliação da conduta do militar e na decisão sobre sua permanência no oficialato.

Leandro Lo foi baleado na cabeça dentro de um clube na capital paulista. O policial foi acusado de ter efetuado o disparo e, segundo o processo disciplinar citado na reportagem, também foi questionado por não ter comunicado imediatamente o caso aos superiores e por ter deixado o local antes de se apresentar.

Fonte: g1

Leia também