Suspeitos estão filmando furtos e roubos de celulares e correntes de ouro em diferentes pontos de São Paulo e divulgando as imagens nas redes sociais. Os vídeos mostram abordagens nas ruas, fugas de bicicleta e a exibição dos objetos levados.
Uma estudante que teve o celular furtado enquanto esperava um ônibus em Santo Amaro, na Zona Sul, descobriu dez dias depois que o crime havia sido gravado. Uma amiga encontrou a publicação na internet e enviou o vídeo a ela.
Após localizar a gravação, a estudante passou a procurar outros conteúdos do mesmo perfil e afirmou ter encontrado transmissões ao vivo de crimes semelhantes. As publicações foram apagadas, mas ela reuniu outros vídeos e entregou o material à polícia.
As imagens mostram ataques em diferentes locais da capital. Em uma delas, um homem em uma bicicleta puxa a corrente do pescoço de uma mulher. Em outra, um suspeito passa entre carros, pega o celular de uma vítima e foge.
Segundo dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, mais de 20 mil celulares foram roubados ou furtados na Grande São Paulo entre janeiro e julho de 2026. O número representa uma redução de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O advogado especializado em direito digital Alexandre Atheniense afirmou que as publicações podem ajudar na identificação dos suspeitos. Ele orientou as vítimas a preservar rapidamente vídeos, fotos e links e encaminhar o material às autoridades, sem tentar abordar os envolvidos.
De acordo com o especialista, registros digitais podem conter informações sobre acessos à internet e endereços de IP, capazes de auxiliar as investigações. Os conteúdos, porém, podem ser apagados rapidamente.
Fonte: G1