O secretário de Desenvolvimento Econômico de Queimados, Jefferson Dias da Silva, de 51 anos, morreu após ser baleado durante uma perseguição policial na Avenida Brasil, no Rio de Janeiro, na noite de segunda-feira (19).
Segundo os depoimentos dos policiais à Delegacia de Homicídios, o veículo dirigido por Jefferson foi identificado após informações de que trafegava em alta velocidade, com uma das rodas aparentemente em chamas e em atitude suspeita. Os agentes afirmaram que deram ordem de parada, mas o motorista não obedeceu.
A perseguição passou por dois pontos de bloqueio policial. Nas proximidades da comunidade da Nova Holanda, os PMs relataram ter ouvido disparos e disseram que reagiram. Mais adiante, perto da Passarela 14, uma viatura interceptou o carro, que rodou na pista e bateu em uma mureta.
De acordo com os agentes, Jefferson ainda tentou manobrar o veículo em marcha a ré após a colisão. Os policiais afirmaram que fizeram novos disparos contra os pneus e, depois que o carro ficou imobilizado, constataram que o secretário havia sido atingido.
Um dos depoimentos registra que um policial disparou sete vezes com um fuzil calibre 7,62 mm sob a alegação de ter percebido perigo iminente. A dinâmica dos tiros e a responsabilidade pela morte ainda são investigadas.
Cinco policiais envolvidos na ocorrência foram afastados das ruas. As armas usadas na ação foram recolhidas para perícia, entre elas pelo menos três fuzis. A Delegacia de Homicídios também analisa imagens de câmeras de segurança e das câmeras corporais dos agentes.
A mulher de Jefferson, Cíntia Belchior, disse à polícia que ele havia ingerido bebida alcoólica durante a tarde. Segundo ela, horas antes de sair de carro, o secretário telefonou afirmando que algumas pessoas estavam brigando com ele, mas o depoimento não esclarece quem eram essas pessoas.
Jefferson havia sido eleito vereador de Queimados três vezes e também atuava como empresário nos setores imobiliário e de transportes. O corpo foi enterrado na tarde de terça-feira (20), em Nova Iguaçu.
O Governo do Estado afirmou que a apuração deve ser rigorosa, rápida e transparente. O prefeito de Queimados, Glauco Kaiser, também pediu esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte.
Fonte: g1